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Um mês após deslizamentos com 4 mortes, 38 pessoas seguem desalojadas em Campos do Jordão


Por G1 Vale do Paraíba e Região

13/01/2020 11h43  Atualizado há 59 minutos


Corpos das quatro vítimas de deslizamentos de terra são enterrados em Campos do Jordão — Foto: Arquivo PessoalCorpos das quatro vítimas de deslizamentos de terra são enterrados em Campos do Jordão — Foto: Arquivo Pessoal

Corpos das quatro vítimas de deslizamentos de terra são enterrados em Campos do Jordão — Foto: Arquivo Pessoal

Um mês após os deslizamentos de terra que deixaram quatro pessoas mortas, 38 moradores de Campos do Jordão (SP) ainda seguem desalojados. As áreas foram isoladas depois de um laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) apontar risco de novas ocorrências. As famílias alegam que estão sem receber o aluguel social, previsto em lei. A prefeitura afirma que todos os afetados serão assistidos (veja mais abaixo).

O temporal atingiu a cidade no dia 13 de dezembro. No bairro Vila Britânia, a terra desceu e atingiu um imóvel matando três pessoas da mesma família – dois irmãos, de 5 e 13 anos, e a avó deles, de 53 anos. No bairro Monte Carlo, um bebê de um ano morreu depois que a casa veio abaixo.

À época, nove casas tinham sido interditadas e 20 pessoas estavam desalojadas. Os imóveis da região passaram por novas vistorias onde foram encontradas trincas nos terrenos e nas moradias; inclinação de árvores, postes e muros; concentração de água da chuva e vazamento de tubulação que levaram a novas interdições.

De acordo com a prefeitura, 13 imóveis, sendo oito na Vila Britânia e cinco no bairro Monte Carlo, estão interditados. Ao todo, 38 pessoas estão desalojadas e, segundo a administração, estariam recebendo aluguel social. Apesar disso, as famílias negam que tenham recebido o auxílio.

mais de 30 homens trabalharam durante a madrugada em busca de desaparecidos — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeirosmais de 30 homens trabalharam durante a madrugada em busca de desaparecidos — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

mais de 30 homens trabalharam durante a madrugada em busca de desaparecidos — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Juliana Cristina é mãe do bebê Peterson Kauê, de um ano, vítima do deslizamento no bairro Monte Carlo. Depois da tragédia, ela conta que ela e o marido mudaram para um cômodo de aluguel na Vila Sodipe e que não estão recebendo amparo da prefeitura.

“A gente está morando em um cômodo e pagamos R$ 500 de aluguel, fora as despesas de água e luz. Fomos na prefeitura para saber sobre o aluguel social, mas nos disseram que a servidora que cuida disso estava de férias e que só ela poderia ajudar”.

Ela, o marido e a filha sobreviveram ao deslizamento. O bebê não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O corpo foi encontrado horas depois do deslizamento pelos bombeiros. “Estamos tentando recomeçar as nossas vidas sem ele. É muito difícil. Contamos com o apoio das pessoas, que têm nos ajudado muito”, diz.

O Guilherme Silva e a Tânia Feliciano moravam com a mãe de 53 anos, vítima do deslizamento na Vila Britânia. Eles contam que desde a tragédia, a família, que conta com dez pessoas, está morando de aluguel e chegaram a tentar o auxílio da prefeitura, mas não conseguiram.

“Estamos morando em um imóvel de R$ 1.300 sem apoio nenhum, mas isso é provisório. Por agora, estamos contando com doações e ajuda de outras pessoas, mas não sei até quando vamos conseguir. Entregamos toda a documentação na prefeitura, mas até agora eles não nos deram retorno”, explica Guilherme.

 

Aluguel Social

 

O prefeito de Campos do Jordão, Fred Guidoni (PSDB) afirmou que o benefício estava sendo pago às famílias em entrevista ao vivo no estúdio do Link Vanguarda na sexta-feira (10).

Segundo a prefeitura, quatro famílias solicitaram o benefício e terminaram de levar a documentação exigida na última semana. Afirmou ainda que para o pagamento do auxílio aluguel é preciso a apresentação de todos os documentos do morador, além do contrato de aluguel atual.

Por nota, disse que aguarda a formalização de documentos das famílias, mas garantiu o pagamento do benefício a todos os que estão morando em casas alugadas.

"O primeiro contrato de aluguel vence no dia 20 de janeiro. Os demais só em fevereiro e março, já que o aluguel foi feito apenas agora. As famílias já estão morando nestes imóveis, porque o aluguel social está garantido e será pago, nas datas de vencimento".

A Secretaria de Desenvolvimento Social visitou as famílias que precisaram sair das casas e afirma que a maioria está em casa de parentes e não pediu o aluguel social.

"De qualquer forma, a secretaria informa que se mais alguém precisar, basta procurar a secretaria, já que a orientação do Prefeito é de atender a todos que precisarem", informou em nota.

G1



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